Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo
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AUDIÊNCIA: SEGURANÇA PRIVADA NAS CASAS NOTURNAS DE SANTOS

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santos, no litoral paulista, realizou audiência pública nesta quarta-feira, 15, para discutir a segurança privada em casas noturnas da cidade. A morte do estudante Lucas Martins de Paula, de 21 anos, espancado por seguranças do Baccará Backstage, no dia 7 de julho, motivou a iniciativa ao escancarar os problemas do mercado da segurança privada que afetam não só aquela região, mas todo o país.

Os organizadores do evento buscaram atingir três objetivos: divulgar o que está ocorre no segmento da segurança privada e com a profissão de vigilante;  conscientizar a sociedade sobre a necessidade de cumprir a legislação da segurança privada;  solicitar medidas o Legislativo para a prevenir e evitar futuras tragédias.

Diante de um auditório lotado, e com a presença dos familiares do universitário Lucas Martins de Paula, estiveram presentes autoridades do judiciário, policiais e instituições ligadas à área.  Entre elas, estiveram representantes do Sindicato dos Vigilantes, Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (SESVESP), Federação Nacional das Empresas de Vigilância,  Associação dos Profissionais de Segurança,  Câmara Municipal de Santos,  Comissão de Segurança da OAB-SP e  Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da BS e Vale do Ribeira.
O advogado do SESVESP, Alberto Felício, que preside a Comissão de Segurança Privada da OAB-SP, destacou o repúdio da sociedade diante de situações como a que vitimou o estudante. “Eu clamo por uma reflexão dos senhores empresários, que contratam as empresas, que tenham responsabilidade ao contratar empresas regulamentadas. Que tenham os vigilantes com a formação própria para trabalhar. E que não saiam por aí quebrando os nossos jovens”, asseverou.

O diretor de eventos do SESVESP, Marco Antônio Lopes, externou a tristeza de acompanhar o caso do Baccará Backstage, que é recorrente. “Nós, por meio da Comissão de Segurança Pública da OAB-SP, estamos encaminhando ao departamento de licenciamento da Prefeitura de São Paulo, para que o licenciamento  só saia para a casa de eventos a partir do alvará da Polícia Federal, autorizando a contratação de segurança privada, ou criação de equipe própria”, afirmou.  Lopes frisou ainda que é muito grande a presença de segurança clandestina  em casas noturnas e bares.

Ao final da audiência pública, o vereador Sérgio Caldas Santana, vice-presidente da Câmara Municipal de Santos, assinou um termo pelo qual ele se compromete a apresentar ao Legislativo municipal projeto para alterar os procedimentos de concessão de alvarás de funcionamento. As casas noturnas e bares e congêneres, dentro dessa proposta, só poderão funcionar feita mediante a contratação de segurança legalizada.
 

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