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BANCOS REDUZEM USO DE MOEDA APÓS SÉRIE DE ASSALTOS NO PAÍS

BANCOS REDUZEM USO DE MOEDA APÓS SÉRIE DE ASSALTOS NO PAÍS

Banco Central da Suécia deve lançar no próximo ano um projeto piloto de moeda digital que pode substituir dinheiro físico.

Os bancos da Suécia incentivaram a redução do uso do dinheiro em espécie em parte por razões de segurança, após uma série de assaltos violentos em meados dos anos 2000. O imaginário do país é marcado pelo famoso assalto de Västberga, em 2009, quando ladrões pousaram de helicóptero no telhado da empresa de serviços financeiros G4S e roubaram milhões – história que agora está sendo transformada em filme da Netflix. Em 2017, apenas dois bancos foram roubados, em comparação com 210 em 2008.

Nos últimos anos, os bancos desativaram centenas de caixas eletrônicos. Como a quantidade de cédulas em circulação diminuiu muito, o custo de manutenção ficou desproporcional, disse Leif Trogen, executivo da associação que reúne os bancos privados da Suécia.

As autoridades suecas têm duas propostas para manter o dinheiro em circulação. O Parlamento quer exigir que os bancos de maior porte lidem com a moeda em espécie. As instituições não estão felizes com a proposta e querem se livrar do custo que ela acarreta.

Opção digital. Para apaziguar os ânimos, o Banco Central quer iniciar testes no ano que vem de uma nova forma de moeda oficial – a e-krona, que será totalmente digital. Ela poderia substituir o dinheiro em espécie ou ao menos ajudar a apontar uma solução para o dilema atual. A adoção da e-krona significaria que a função de uma moeda regulada pelo Estado continuaria a existir, mesmo em um ambiente cada vez mais dominado pelos meios digitais.

A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou neste mês que os diversos bancos centrais estão “considerando seriamente” a criação de moedas digitais. “Apesar de a defesa de uma moeda digital não ser ainda uma questão universal, é um assunto que deve ser discutido a fundo – de forma séria, cuidadosa e criativa.”

Stefan Ingves, executivo do banco central da Suécia, afirma que a medida não é uma “guerra ao dinheiro”. “Mas ninguém pode acreditar que esse movimento de evolução possa ser impedido.”

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