Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo
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SESVESP promove em Campinas debate sobre atuação de clandest



Nesta quarta-feira (30) pela manhã, representantes da Polícia Federal, Segurança Privada e da Prefeitura Municipal de Campinas debateram sobre o tema “Contratação Clandestina de Empresas de Segurança Privada e suas consequências”, em um hotel na cidade.

Entre os presentes no evento, João Palhuca (presidente do SESVESP - Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo), Dr. Renan Marçal Rodrigues (presidente da Comissão de Vistoria da Delegacia de Polícia Federal), Luiz Augusto Baggio (secretário municipal de Segurança Urbana representando o prefeito de Campinas, Jonas Donizete), Deuci Soares (representação regional do SESVESP em Campinas), Terezinha de Carvalho (Guarda Civil de Campinas), Geizo Araújo de Souza (Sindivigilância de Campinas), entre outros. 

O debate dá ênfase, também, a cartilha de orientação para a contratação dos serviços de vigilância privada de forma legal e qualificada, lançada neste ano pela Fundação Brasileira de Ciências Policiais (FBCP), com orientação da Polícia Federal e apoio do SESVESP, voltada para a Campanha Nacional de Prevenção e Combate a atuação clandestina no setor, justamente para reforçar a necessidade de contratação regular e das graves consequências que podem surgir da atividade prestada por empresas e pessoas não qualificadas, sem controle do poder público e das entidades que atuam no mercado de vigilância, sobre suas condições físicas, psicológicas e antecedentes criminais. 

As falas e questionamentos sobre atribuições do vigia e vigilante e a precarização da Segurança Privada tiveram como umas das referências o CBO - Classificação Brasileira de Ocupações, que define a atuação do Vigilante da empresa de Segurança Privada em equiparação ao vigia, que cumpre as funções de vigilância sem a devida formação para tal.

João Palhuca considerou o encontro de alto nível e percebeu a maturidade de todos aqueles que atuam na Segurança Privada. Ressaltou e defendeu o fato da regulação e fiscalização desse mercado ser feita pela Polícia Federal: “A Polícia Federal é hoje a instituição mais confiável do país, pois ela estancou uma sangria corrupta em conjunto com o Ministério Público e a Justiça Federal.  Nos sentimos honrados em ser acreditados e avaliados pela instituição que regula a atuação de qualquer empresa de segurança privada”.

A argumentação de Palhuca foi corroborada pelo presidente da Comissão de Vistoria da PF de Campinas, Dr. Renan Marçal que disse contar muito com a retidão dos parâmetros que o SESVESP determina à suas associadas: “Percebemos que não estamos sozinhos na tarefa de fiscalização, pois essa ação conjunta e regular pode auxiliar nos processos institucionais que nos afetam. A equipe na Polícia Federal não é das maiores e o volume que temos é grande, por essa razão contamos com a colaboração de todos nessa tarefa”, completou ele.

O momento dos debates foram também aproveitados para a proposição de políticas públicas ao município de Campinas. Waldemar Pelegrino Jr, um dos vice-presidentes do SESVESP e empresário da região, propôs ao secretário de Segurança Urbana, Luiz Baggio, o projeto Guardião da Cidade que, implementado na cidade de São Paulo, tem apoio e parte de planejamento do próprio Sindicato: “Quero pedir para o secretário Baggio pensar com carinho na proposta do Guardião da Cidade e aproveitar nosso time de segurança na tarefa de bem guardar o município, a exemplo do que acontece em São Paulo e mais recentemente em Santo André”, disse Pellegrino em direção ao secretário. Este, por sua vez, anotou e disse que analisará a proposta da qual conhece por meio de conversas com o secretariado de São Paulo.

Debates enfáticos

Os temas abordados pelos presentes foram abrangentes no que tangia ao tema da contratação clandestina de segurança privada e suas implicações. Em determinada momento do debate, em que os comentários foram abertos à plenária,  foram colocadas as questões das responsabilidades envolvidas e na fala do diretor de comunicação do SESVESP, José Evaldo Vieira, houve a cobrança de que todos os atores do mercado deveriam refletir no problema, uma vez não via sentido em se cobrar o Poder Público (Polícia Federal) sendo que tanto trabalhadores quanto empresários deveriam pensar no que proporcionam para incentivar a permanência do problema. “Não se pode cobrar a atuação da Polícia Federal na fiscalização, sendo que nós mesmos deveríamos rever os procedimentos de atuação no mercado, podemos destruir nosso negócio! É preciso mais seriedade”, concluiu Evaldo que foi efusivamente aplaudido.

Ao final, Palhuca fez a defesa incondicional do segmento por meio da atuação reta do SESVESP em conjunto com a Polícia Federal e demais autoridades envolvidas. “Somos radicalmente contra aquele que atua à margem da lei, para esses todo o rigor punitivo deve ser usado”, disse.

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