Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo
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SETOR DA SEGURANÇA PRIVADA DISCUTE QUADRO POLÍTICO NO IV ERE



SETOR DA SEGURANÇA PRIVADA DISCUTE QUADRO POLÍTICO NO IV ERESP

A IV Edição do Eresp (Encontro Regional das Empresas de Segurança Privada), realizado no Novotel Center Norte, em São Paulo, reuniu as principais lideranças e empresários do setor, políticos e dirigentes de entidades de classe. Um auditório lotado ouviu duas importantes palestras sobre o cenário político e econômico nacional, ministradas pelo historiador Marco Antônio Villa e pelo jornalista Carlos Alberto Sardenberg.

Anfitrião do evento, realizado em 12 de setembro, o presidente do SESVESP, João Eliezer Palhuca, saudou os presentes ressaltando a grande representatividade do público. “É uma honra e privilégio receber tantas pessoas ilustres”, pontuou. “Os empresários, os gestores das empresas de segurança terão oportunidade de compartilhar experiências na área administrativa, comercial, financeira. Este é o espirito do Eresp, promover um encontro para troca de experiências”, afirmou Palhuca.

O presidente da Fenavist (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores), Jeferson Nazário lembrou aos presentes sobre a importância da aprovação do Estatuto da Segurança Privada, uma que deverá revolucionar o setor. Em relação à conjuntura politica e eleitoral, observou a imprevisibilidade que ainda existe no país. “Nós precisamos de um país um pouco mais organizado. Preocupa-me muito o cenário político e econômico que vivemos hoje”, disse. “Nós estamos saindo de um período conturbado de desajuste, prisões, corrupção, que denigre a nossa imagem mundo a fora. A esperança é que venha alguém que tenha a estrutura política e de liderança para fazer as mudanças necessárias”, completou.

Durante o evento, o deputado estadual Major Olímpio (PSL-SP), candidato ao Senado por São Paulo, e o deputado federal Arnaldo Faria de Sá foram homenageados pelo relevante trabalho pela comunidade e de apoio ao setor de segurança privada.

PALESTRAS

O professor Marco Antônio Villa, doutor em História e mestre em Sociologia pela USP, traçou um detalhado painel sobre a história brasileira como pano de fundo para o entendimento do atual momento político. Villa afirmou que o país vive sua mais longa e profunda crise republicana e se mostrou cético em relação à composição do novo Congresso Nacional.

“A eleição não vai resolver a crise política”, assinalou. Segundo ele, o Brasil necessita de uma reforma política e seu desenvolvimento acaba sendo comprometido pela Constituição de 1988. “Hoje, a Constituição existe para manter o que há de pior na política”. Para Villa, é necessária uma ampla revisão do texto constitucional, retirando os aspectos “idealistas” de seu bojo e contemplando a reforma dos princípios federalistas.

Carlos Alberto Sardenberg, que é âncora da rádio CBN, colunista de O Globo e comentarista das TVs Globo e Globonews, por sua vez, apresentou um amplo cenário econômico mundial e do país em relação as demandas econômicas globais. Sardenberg sinalizou para uma leve recuperação econômica, mas alertou que o próximo presidente a ser eleito deverá manter uma agenda reformista, “é o que o mercado espera do perfil do novo mandatário, não há como conciliar uma agenda social sem haver ajustes que abranjam Previdência e manutenção de gastos públicos”, asseverou.

O analista econômico disse que o dólar tende a fechar o ano valendo R$ 3,80 e alertou para as recentes altas da moeda norte-americana com razão à elevação da taxa de juros nos Estados Unidos e a uma forte especulação local com motivação política.

“O mais importante para o empresariado nacional é que há muito dinheiro no mundo e que as oportunidades estão aí”, disse ele que concluiu elencando uma visão mundial de bons negócios no Brasil que vão do Agronegócio, passando pela Energia, chegando à indústria aeronáutica.
 
 

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